- BLOG, CURITIBA ANTIGA, MEMÓRIAS DE IARA

A IMORTAL RIACHUELO !

Uma pequena rua, porém com grandes estórias para recordar. Lembro ainda, pela década de 40 o velho bonde amarelado, indo e vindo pelos trilhos brilhantes. Ao passar deixavam um ruído peculiar já conhecido por todos que lá residiam, ou meros passantes. Exista um desvio de trilhos bem em frente do atual Colégio Tiradentes, na Praça 19 de dezembro.

A linha percorrida se estendia da Praça Senador Corrêa ( Antiga Estação Ferroviária, hoje Shopping Estação ) até o bairro Bacacheri ( altura do trilho ferroviário ) lembrando ser um ótimo meio de transporte, passando em frente a Chácara de Nhá Laura e residência das antigas famílias tais como Leão e Fontana, não esquecendo da fomosa Capela da Glória.

Pois bem, foi nos idos de 1917 o elegante jovem Júlio M. do Nascimento, ao se dirigir ao centro da cidade passava em frente á uma casa bem no início da Riachuelo. Nela havia sempre uma bela e trigueira jovem na janela. Esta, era nada mais que Luiza Leone, uma ” italianinha ” de olhos verdes. 

Ao passar Júlio a cumprimentava respeitosamente tirando seu chapéu. Não resistindo aos encantos de Luiza, logo pediu para sua tia Luiza Metternich, que fizesse contato com ela afim de iniciar um compromisso sério. Sendo entrevistado pelo Chico Leone, e aceito como noivo, um ano após, no mês de dezembro de 1918 se deu o casamento, oficializado pelo Monsenhor Celso da Cunha na residência dos Leone.

O casal foi morar na mesma rua, logo após ao quartel. Interessante lembrar que Álvaro José, não gostou muito da desta união, pois havia tratado há anos, com seu grande amigo Pinheiro Lima em casar seus filhos Júlio e Rosy. O destino tem planos diferentes dos nossos !

Voltando ao assunto da Rua Riachuelo, lembro bem do comércio espaços existentes, tais como: a partir da Praça 19 encontrava-se um mercado popular, o Quartel CPOR, Casa Hertel ( musical ), Casa Alumínio ( louças ), A Favorita ( calçados ), Reader ( relojoaria, cujo relógio de anúncio, ainda lá se encontra ). Havia também a inconfundível, Casa CoCorocó ( aves vivas que eram abatidas na hora ).

Minha saudosa mãe, contava que o Carnaval Curitibano era realizado nesta rua, com grande desfile de carros alegóricos ( corso ) e muita animação.

Nesta rua, nasceram meus irmãos: Álvaro e Mário.

Já na década de 60 eu transitei muito por esta via, indo à Rua XV, ao Teatro Guaira e cinemas. Lecionei vários anos no inesquecível Grupo Tiradentes.

Eis ai uma pequena súmula da antiga Rua do Riachuelo que uniu três gerações: NASCIMENTO LEONE E METTERNICH

RECORDAR É VIVER !!!

Share Button

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *