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A VELHA BARÃO!

Existem muitos motivos para se recordar em nossas vidas. Um deles se encontra no lugar que nascemos, ou melhor a rua que foi nossa companheira de infância, adolescência e maturidade.

Ah! que saudades da velha Barão do Serro Azul quando ainda era de macadame onde a criançada se reunia de dia ou primeiras horas da noite, para brincar com patins, petecas, cordas e bolas; já os meninos com seus carrinhos de rolimãs, bolinhas de gude e bicicletas.

Estas brincadeiras se desenrolavam entre amigos de qualquer nível social ou racista. Nossos amiguinhos eram filhos de generais, médicos, advogados e também de cozinheiras, pedreiros, pintores, comerciantes etc. Não havia competição de classe ou status e a verdadeira democracia, rolava solta.

Lembro-me ainda que andávamos de pés descalços dispensando mostrar a marca de nossos caçados ! O que era relevante para nós era o verdadeiro vínculo de amizade.

Quando chovia a brincadeira era outra. Juntávamos em algum quintal coberto e continuava a alegria; meninas se divertindo com suas bonecas e panelinhas, já os garotos com seus jogos de botão, (futebol) jogo de figurinhas no bafo. No sótão de nossa casa, Ary Fontoura já ensaiava seus primeiros passos no teatro, com suas apresentações com palco e tudo. (improvisado com os lençóis de dona Luiza).

Isto tudo foi mudando, com o progresso. O asfalto chegou trazendo maior fluxo de automóveis e pessoas. Nós também fomos crescendo e cada um tomando rumos distintos. Apesar de tudo ainda ficou em nossas memórias estes momentos mágicos de nossa existência !

RECORDAR É VIVER !!!

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6 comentário em “A VELHA BARÃO!

  1. Bom dia
    O Brasil mudou, hoje prefere a aparência à essência.

    O que seria do ser humano se não fosse as lembranças saudosas dos bons tempos.

    Flamarion

  2. Sempre que eu retornava dos jogos no Alto da Glória o falecido Sr. Belsior comentava que essa casa abaixo era do Ary Fontoura ou de alguém da família.

    Fica situada na Rua Lysimaco Ferreira da Costa.

  3. Bonito e significativo registro de um tempo mágico que persiste guardado na memória afetiva. Torço para que a Dona Iara continue presenteando a sua família e a todos nós, curitibanos, com suas recordações.

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