AMIZADE DE OUTRORA

Relembrando aquele velho ditado “A verdadeira amizade dura para sempre” hoje nos quedamos recordar, nossas velhas e duradouras amizades. Esta união de sentimentos e concordância de pensamentos entre duas ou mais pessoas, acontece de maneira espontânea isto é não se escolhe amigos por qualquer motivo ou conveniência. A amizade surge tal qual o amor sendo um sentimento universal.

Aquela outra frase muito repetida “se conhece o valor do verdadeiro amigo nas horas difíceis da vida” é sem dúvida um princípio certo pois constatei durante estes dias e anos de minha vida, ser válida a afirmativa. Quantas vezes nos achamos num emaranhado de dúvidas sobre um assunto qualquer, e nos deparamos com aquele raciocínio tão diferente do nosso amigo, que vem clarear nosso modo de agir e pensar, mudando tudo.

Recordo com saudades das amizades que tivemos com vizinhos, convivendo muitos anos como familiares. Essas amizades eram tão sinceras pois não havia distinção de classe social, racial ou econômica, sendo o objetivo principal servir e tratar bem o semelhante. Lembro ainda de minha infância, quando ainda não dávamos importância para classes sociais, sendo o objetivo principal brincar com todos, não dando importância se eram filhos de generais, médicos, comerciantes ou operários.

Lembro bem de nossos pais, nos aconselhando a conviver com todos em harmonia e sermos prestativos em todas as ocasiões. Meu pai nos deu um belo exemplo de amizade. Desde sua mocidade e até a vida adulta manteve como grande amigo, Sr. Eliezer Guimarães e família. Quase todas as noites, o referido senhor nos visitava e rolava então aquele papo gostoso acompanhado de um chimarrão, ao ponto.

Quando se retirava papai o acompanhava até ao ponto de bonde da Praça Zacarias, e assim então continuava a conversa. Muitas vezes eu, os acompanhava. Os assuntos eram variados. O referido senhor era muito culto e foi um poeta muito elogiado!

Em minha mocidade as jovens passeavam de braços dados onde podemos conferir na foto ilustrativa mostrando nossa amiga Edna com minha irmã Lenira. Quanto às famílias, a convivência se dava de forma muito amigável, sendo que aos domingos, eram trocadas visitas, com longas conversas e isso acontecia com a ausência da TV. Após o advento desta modalidade, ninguém mais se visitou e a convivência foi cada dia mais esquecida. É o preço pago pelo progresso!

Atualmente outro motivo fatal é o uso indiscriminado do celular, que veio a dividir as amizades e exterminou o diálogo entre pessoas, tão benéfico para todos. Amizades em redes sociais não completam de maneira alguma, aquele contato que o ser precisa para o bom convívio social e até psicológico. Esta era digital veio com tudo no campo do desenvolvimento porém embotou bastante os sentimentos do ser humano.

Se você atualmente ainda conta com alguém que possa dialogar, olhando em seus olhos, pode se contentar em dizer, tenho um amigo!  Podendo ser, um familiar, vizinho ou mesmo em algum momento, um estranho.

A amizade é como o vinho. Quanto mais velha  melhor! Posso afirmar com certeza pois tive e fiz grandes amizades, durante a vida sendo que algumas conservo até o presente, aceitando-as como uma dádiva divina.

RECORDAR É VIVER  !

  • Eliane
    Eliane 10 de setembro de 2017 às 17:45

    Que lindo tia Iara seus depoimentos e lembrancas . Fico a esperar todo final de semana para le-los. Parabens !

    • Iara N. Alves
      Iara N. Alves 10 de setembro de 2017 às 21:51

      Obrigada querida sobrinha pelo seu depoimento. É motivo de satisfação para mim. Velho é assim mesmo cheio de recordações, porém isto que ne entusiasma a continuar esta minha tarefa !

      Beijos para você e todos os seus.

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