BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS

Num passado não muito distante os brinquedos existentes eram muito diferentes dos atuais em todos os sentidos, pois os mesmos não contavam com o avanço da indústria e tecnologia da era contemporânea.

Lembro bem de meus primeiros brinquedos, fabricados em madeira, metal (lata) vidro, porcelana e até papelão!

Dentre os feitos em madeira salientamos: o peão, diábolo, bilboquê, mula- manca, além dos remos e mobiliário infantil completo.

Já os brinquedos feitos de metal lembramos dos joguinhos de xícaras, pratinhos, fogãozinho com suas panelinhas, patins, e as inesquecíveis bicicletas.

Quanto à porcelana era empregada, na fabricação de lindas bonecas. O vidro era utilizado no fabrico das bolas de gude. Já o vidro se apresentava para a confecção dos calidoscópios.

Do papelão eram feitas lindas casinhas coloridas contendo vários compartimentos.

Recordamos o couro, utilizado nas bolas de futebol, vôlei, basquete, etc. Até a borracha era usada no fabrico de bolas, e também os elásticos para brincadeiras de saltos.

Dito isto, façamos uma breve descrição destes produtos citados acima e sua utilização nos momentos lúdicos de nosso passado.

Iniciando com o peão, feito em madeira de forma cônica (0,8cm) tendo em sua base uma ponteira em metal, acompanhado de uma linha encerada (barbante) a qual era enrolada no corpo do peão e após jogada ao chão com uma técnica toda especial, soltando a linha e girando a peça durante minutos.

Brinquedo para os dois gêneros humanos. O diabolô consistia em duas astes com punhos, ligadas nas extremidades com uma linha, onde a criança colocava um carretel em forma de ampulheta e ia equilibrando fazendo movimentos alternados e rápidos com os braços até chegar ao ponto de esticar a linha e jogar para o alto e ao voltar o carretel ser recebido no centro da linha novamente. Não era um brinquedo de fácil operação. Tinha que ser craque mesmo!

Mula- Manca, um brinquedo todo especial, dotado de um cubo de madeira (0,6cm) tendo na parte inferior uma placa móvel apresentando no topo, uma mulinha toda montada em bolinhas e cubos em madeira, articulada com elásticos internamente. Ao pressionar a base os elásticos se esticavam ou se retraiam, e assim a mula tomava várias posições diversas e estratégicas.

As bonecas eram lindíssimas com um designer artístico nos semblantes, mas só tinha um inconveniente ao deixar cair a mesma, era um choro só, durante semanas pois eram muito frágeis. Sendo assim era esperado novo Natal para o ganho de outra. Naquele tempo não havia cartão de crédito, e o negócio era esperar muito bem comportada!

A foto ilustrativa mostra eu ao lado de meu irmão com um brinquedo que meu pai me deu, dotado de vários números que ao girar apareciam as repostas certa da tabuada. Muito bem bolado este aparelho, contando com quatro faces talvez para se entender os números pares e ímpares. Naquele tempo não havia calculadoras e o negócio era exercitar a cuca mesmo. 

Naqueles dias não contávamos com artigos plásticos e assim sendo nos contentávamos com brinquedos simples e originais os quais despertavam um mundo de imaginação e prazer em suas confecções.

Finalmente uma rápida descrição do calidoscópio ótico dotado de três espelhos unidos em forma triangular revestido, tendo uma abertura de um lado, onde dentro deste tubo eram colocadas diversas partículas de papel ou grãos de cereais colorido, e ao se observar apresentavam figuras geométricas de uma beleza inigualável.

Lembramos também dos balões que eram confeccionados em nossa casa na época das festas juninas, não poupando papel de seda e goma arábica, sob a orientação do professor nesta arte meu saudoso pai Júlio. Também eram elaboradas lindas pipas (raias ou papagaios) que dançavam suavemente pelos céus Curitibanos.

Não esquecendo de citar as sempre lembradas coleções de figurinhas das Balas Brasil e aqui na nossa região, Balas Zequinha com suas figurinhas cômicas e ao mesmo tempo super instrutivas.

Assim terminamos mais uma página de nossas memórias, muito bem vivida por mim e outros tantos de minha geração.

RECORDAR É VIVER !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *