CAMINHANDO PELA INÁCIO LUSTOSA

Até os dias de hoje não sinto cansaço, tão pouco tristeza, ao percorrer esta velha e sempre lembrada rua. Nesta, passei parte de minha feliz infância (foto) e outro tanto de juventude, sempre trazendo recordações das centenárias magnólias, ainda existentes, nos canteiros centrais, as quais exalavam um perfume único quando floridas .

Esta via importante tem início na sempre lembrada Praça 19 de dezembro, se estendendo até a Rua Tapajós (Mercês). Já de partida  temos à direita parte lateral do primeiro shopping de Curitiba, o aristocrático “Shopping Müller” inaugurado na década de 80 durante o exercício do eminente Prefeito Dr. Jaime Lerner. Andando mais um quarteirão à esquerda damos de frente com uma pequena capela Luterana, a qual me remete aos meus derradeiros 5 anos.

Neste doce cantinho, tive meu primeiro contato com a escola, ou melhor Jardim de Infância. Tratava-se de uma escola e capela, pertencente à Comunidade Luterana (ainda existente no local) onde também senhoras Luteranas exerciam enfermagem à domicílio, as mesmas eram chamadas de Schwester (irmãs em alemão).

Chegando à próxima quadra, exatamente no número 421 existia uma residência muito amada por mim e também por meus manos, a casa de meus avós paternos. Esta sim afirmo que era a extensão de nosso lar! Ali diariamente íamos para brincar e ao mesmo tempo, receber os carinhos inesquecíveis, de nossa avó Maria, vô Álvaro José, e tias Amélia e Luíza. De quebra, iam sempre nossos amiguinhos da época.

Lá era nosso mundo, pois era oferecido um quintal enorme que contava com árvores frutíferas como: pitangueiras, pereiras goiabeiras além de um enorme pé de caqui, cujos frutos eram doces como mel ! Havia uma rede para o nosso balanço, a qual era disputada na base da aposta. A hora do lanche era um muito especial. Após lavar as mãos e fazer uma rápida oração de agradecimento, o lanche era servido de modo simples, porém sempre gostoso para nós.

Subindo um pouco mais, atravessando a Trajano Reis, deparamos com a residência das professoras Elmira e Eloina Greca (tias de Rafael Greca) que foram minhas mestras e mais tarde minhas companheiras de profissão. Foram exemplo de mestras. Relembro com saudades também de D. Marietta Monteiro, que vizinhava ao lado, o “anjo” que me alfabetizou.

Algumas quadras acima quase na Rua Tapajós situava-se a residência de meus tios Eugênio e Alba Leone sempre lembrados por todos da família. Minha tia Alba era de uma educação única, além de ser uma ótima doceira oferecendo sua arte, nos aniversários e festas de sua casa.

Assim sendo chegamos ao final da inesquecível Inácio Lustosa, quando ainda não havia a trincheira que dá passagem para as Mercês.

RECORDAR  É VIVER !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *