COMPRAS NO PASSADO

Relembraremos nesta data, como era a aquisição de vários produtos nos últimos setenta anos.

Naquela época ainda não havia a facilidade de compras em supermercados ou similares. Tudo que uma casa tinha necessidade em adquirir, era efetuado através de armazéns ou pequenos empórios.

Lembro bem quando toda manhã batia em nossa porta um rapaz com sua bicicleta, oriundo de um armazém da Rua Mateus Leme, anotando tudo que minha mãe solicitava para o dia. Passadas poucas horas eram entregues as mercadorias pedidas.

O mesmo acontecia com o fornecimento de legumes e verduras, estas ofertadas pelas “bravas italianas” de Santa Felicidade (foto), que diariamente desciam a R. Paula Gomes, vindas daquele bairro tão conhecido por todos nós Curitibanos. É relevante citar que a lenha consumida nas residências eram distribuídas somente pelas mesmas, não havendo concorrentes. Havia também a distribuição de carvão vegetal, que acionava vários fornos existentes, ofertado pelos “carvoeiros”.

Aquisição de leite era feita a domicílio, sendo importante e curiosa sua entrega. Toda noite eram colocadas garrafas ou melhor dizendo, litros de vidro à porta da entrada da casa. Na manhã seguinte o ”leiteiro” que passava na madrugada, depositava os litros contendo um leite de pureza única, pois no gargalo notava-se a faixa de gordura demonstrando assim a integridade do produto.

Quanta saudades deste tempo, em que não se ouvia falar em colesterol ou gorduras transgênicas. Tudo era saudável, pois não havendo refrigeração, os alimentos era adquiridos quase diariamente. Quanto à gordura deste leite, era batida e tornava-se uma deliciosa manteiga, que se passava no pão, deixado pela Padaria América à porta, numa sacola colocada também na véspera. Pergunto agora, naquele tempo havia ou não conforto? Note-se que ninguém era vítima de furtos ou roubos!

As compra de carnes, eram feitas diretamente nos açougues. Na ocasião não havia carnes congeladas ou resfriadas. O produto chegava diariamente dos frigoríficos pela tarde ainda quente, e pela manhã era comercializada. Que sabor!!!

Falemos agora dos peixes. Estes eram vendidos por “peixeiros” (na maioria Italianos) passando todos os dias pelas ruas principais do centro, com seus grandes balaios aos ombros chamando a freguesia : “Olha o peixe fresquinho ainda pulando no balaio”. Ofertavam também camarões e outros frutos do mar.

Como citei acima, que na época não existiam geladeiras elétricas, nas residências, eram encontradas geladeiras em metal, composta de dois compartimentos sendo o superior colocado uma barra de gelo e na inferior os alimentos a ser conservados. Existiam os famosos “geleiros”, entregando as barras de gelo diariamente.

Já na década de 50 surgiram os primeiros Mercados, logo após os Supermercados e mais tarde os Hipermercados. Recordo do 1º Mercado na Praça Tiradentes o Mercadorama quando de sua inauguração. Mamãe lá foi toda receosa achando que as pessoas, ao se auto servirem,  e pagar no caixa na saída, haveria muitos transtornos, o que não aconteceu e logo se adaptou.

Recordo também que aos poucos a tecnologia foi evoluindo e fiquei extasiada ao fazer uma viagem para o exterior (1982) quando conheci os famosos códigos de barras. Achei o máximo passar a mercadoria e a mesma ser registrada imediatamente!  Felizmente poucos anos após, já contávamos com este ótimo dispositivo em nossos estabelecimentos comerciais. Quanto ao cartão de crédito não existia e as compras eram pagas à vista.

Espero ter relembrado alguns fatos para a recordação de muitos de minha época.

RECORDAR  É VIVER!

  • Edna
    Edna 20 de agosto de 2017 às 20:46

    Parabéns Iara também lembro com saudade dessa época e das nossas brincadeiras no Passeio Público!

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