CONVESCOTE EM “TRANQUEIRA CITY”

Outro dia, me deparei a relembrar quando de minha infância passada em um lindo e bucólico lugar não muito distante de Curitiba, chamado Tranqueira.

Esta propriedade pertencia à família Guimarães cujos donos eram Sr. Orlando Guimarães e Sra. Arlinda ambos de saudosa memória. Pois bem, recordo da grande amizade que tínhamos com suas filhas, Eonice, Loide e Irene, sobrinhas de nossa vizinha Sra. Stela Guimarães. Sendo assim quase todos domingos, eu e meus manos Lenira e Osmar, além das filhas de D. Stela, Edna e Ligia, rumávamos pela manhã cedinho para Tranqueira.

Pontualmente às sete da manhã já íamos saindo apressados à pé até a velha e sempre lembrada Estação Ferroviária, afim de tomarmos a composição rumo a nosso destino. Salientamos que o trem que nos transportava era nada mais que a famosa Maria Fumaça!

Era só alegria esta pequena viagem, com meus 10 anos na época tudo se apresentava de uma maneira diferente, talvez um misto de curiosidade e aventura ainda infantil.

Lá íamos, passando por pequenas estações não lembradas atualmente, situadas nos arredores de Almirante Tamandaré.

Chegando ao nosso destino, descíamos  apressados do trem e alegremente, percorríamos um pequeno caminho até chegar à chácara hospitaleira do casal Guimarães. Era aí que nos sentíamos felizes de verdade, sendo recebidos com muito carinho por toda esta família sempre lembrada. Nos dias quentes, nossa primeira atividade era irmos nadar no tanque localizado na propriedade com águas muito calmas e sem muito perigo aparente. Lembro bem que Irene era a nadadora  exímia da turma, nos dando aulas de mergulhos .

Logo a seguir caminhávamos até a pedreira da chácara onde nos divertíamos muito subindo em altas pedras da mesma. Havia campeonato de quem conseguia chegar mais alto. Coisas de criança! Chegando perto de meio dia voltávamos para a casa de nossos  anfitriões  sendo recebidos por um lauto almoço, preparado com todo esmero pela D. Arlinda que tinha como especialidade, o preparo de um leitão à pururuca que jamais esqueci. Outro item significativo deste almoço era a oração feita pelo Sr. Orlando, pessoa de grande fé Cristã juntamente com sua família; não esquecendo de seus filhos muito prestativos, José, Oséas, Gerson e Osvaldo.

Passado este alegre almoço era hora de cavalgar numa égua, e potro para os menores. Cada um dava sua volta e assim todos aproveitavam juntos. `A tarde era hora do pomar com seus frutos silvestres, a vontade!

Quando dávamos conta já era hora de voltar à estação para tomar o trem que vinha de Rio Branco, precisamente às cinco horas da tarde. Quando chegávamos, a noite já havia caído e nós repletos de alegria por aquele dia maravilhoso passado junto aos amigos que jamais serão esquecidos. Um membro desta família  a querida Eonice, tornou-se parte da minha, pelo enlace matrimonial com meu mano Álvaro o que trouxe imensa alegria para todos!

Dias felizes e sempre recordados com carinho, passados nestes longínquos anos!

RECORDAR  É  VIVER !!!

2 comentários

  1. Albano
    Albano Responder

    Bom dia. Excelente o texto. Esse lugar chamado Tranqueira City era diferenciado. Passei grande parte de minha infância e adolescência lá.

  2. Albano
    Albano Responder

    Não sei se a pedreira que a tia cita era a mesma que conheci. Se sim era gigantesca. Isso sim era aventura hein?

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