EUGÊNIO ROSÁRIO LEONE – por Léo F. Leone.

Terceiro filho do casal italiano Francesco Maria Rafaele Leone e Maria Amália Carmela Calaffiori Leone, italianos oriundos da cidade de Diamante da província de Cozensa, nasceu em Curitiba-PR. Muito jovem, menino ainda quando da morte de seu pai em 1919, ficou ele, sua mãe e irmãs sob a tutela do irmão mais velho Luiz Antonio de apenas 18 anos, que passou a ser o arrimo da família.

Léo Francisco Leone

A vida do jovem Eugênio (foto acima: quarto da direita para a esquerda), que todos os seus familiares e amigos chamavam de Ninho, desenvolvia-se como a de outros meninos de sua idade, até que um dia seu irmão tutor ao passar pelo Passeio Publico, local de folguedos dos jovens da época, viu o Ninho numa animada roda jogando baralho, não se sabe qual era o jogo, e austero como era mandou o “moleque” para casa. A noite com a família reunida decidiu que já era tempo do Ninho começar a trabalhar porque segundo ele rua e jogo não podiam ser tolerados na formação do irmão.

Luiz Antonio através de amigos seus conseguiu uma vaga de “auxiliar” de Serviços Gerais no Banco Frances e Italiano, onde conheceu o seu grande amigo Rafael Papa que no mesmo local começava sua vida bancária. Lá permaneceu anos, galgando várias posições até a segunda guerra mundial quando o BFI, por razões politicas fora fechado.

Desempregado e já casado com a Sra. Alba Hey Leone com quem teve dois filhos, Francisco Frederico (Chico) e Eugênio Jr. (Zuzu), a convite de outra organização bancária transferiu-se para Presidente Prudente-SP, onde foi trabalhar e desenvolver mais seus largos conhecimentos bancários. Assim se passaram alguns anos até seu amigo Rafael Papa que havia se mudado para Ponta Grossa-PR, um dia se comunicou com ele e disse: “Leone estamos fundando um Banco e queremos que venha trabalhar conosco”, o que de fato aconteceu. 

Nascia o BANCIAL, o grande banco paranaense. Lá Ninho desenvolveu suas atividades até sua aposentadoria. Sua trajetória bancária foi brilhante, graças aos seus conhecimentos, honestidade, honradez e dignidade com que exerceu seus diversos cargos naquele estabelecimento bancário.

Foto (Luiz Alberto Leone)
Foto (Luiz Alberto Leone)

Quando de sua aposentadoria exercia o cargo de Diretor Superintendente e, orgulhosos seus familiares não raro ouviam dizer: “Seu Leone do BANCIAL é um exemplo de honestidade, capacidade e honradez na área bancária”.  

Nós que o conhecemos e amamos, achamos que o Ninho levou sempre a serio o que seu irmão tutor, meu pai, lhe dizia: “Nosso pai dizia que o nosso sobrenome LEONE deve ser sempre lembrado como simbolo de trabalho honrado e honestidade”.

Até a próxima.

Um abraço do Léo

  • Albano
    Albano 3 de agosto de 2017 às 18:16

    Sensacional!!! Obrigado Léo.

  • Beatriz
    Beatriz 3 de agosto de 2017 às 18:33

    Muito bom lembrar do tio Ninho. Sempre teve muito carinho e atenção para com nossa avó Luisa.

  • Maria Alice O. Leone 3 de agosto de 2017 às 20:38

    Adorei ler sobre a vida do meu avô, sinto muitas saudades dele e da vó Alba que foram muito presentes e marcantes na minha vida.

  • Luiz Alberto 3 de agosto de 2017 às 21:56

    Léo, obrigado por este relato, mostrando os ensinamentos que são passados de geração em geração e pelas lembranças do meu querido avô.

  • Clarissa Leone 3 de agosto de 2017 às 22:26

    Muito bonito e emocionante o seu relato com carinho do nosso Eugênio Rosário Leone. Meu avô que foi muito importante em minha vida. Obrigada.

  • Rosana
    Rosana 4 de agosto de 2017 às 10:30

    Léo, gosto muito dessas histórias, conte outras para nós.

    Conheci bem esse edifício quando trabalhava com locações, fica situado nas esquinas das Ruas XV com Monsenhor Celso.

  • Alba Maria 5 de agosto de 2017 às 10:37

    Léo muito lindo o que voce escreveu, sinto muitas saudades da nossa familia reunida, foram muito importante para mim. Obrigada pela lembrança.

  • Iara N. Alves
    Iara N. Alves 5 de agosto de 2017 às 21:31

    Muitas saudades deste tio que muito marcou minha vida !

  • Léa
    Léa 31 de agosto de 2017 às 14:08

    Meu amado! Tua crônica sobre nosso pai e o tio Ninho foi uma aula para tua irmã que muito me emocionou. Você é um Leone que eu me orgulho seguiu o nosso pai que soube transmitir para nós todos os princípios morais e condutas honestas em uma vida simples, mas cheia de amor.

    É este amor que conservamos um pelo outro e sentimos segurança. Quanto a vida do tio Ninho apoio tuas palavras. Nosso pai foi muito jovem ainda o seu pai e soube conduzi-lo sabiamente.

    Foi um tio muito amado por mim, frequentava muito a casa dele depois de casado com a muito querida tia Alba. Convivemos muito bem com os primos Tico e Zuzu que regulavam conosco em idade.

    Continue escrevendo sobre a tia Niceta também. Sei que você tem estórias dela muito engraçadas.

    Léo, irmão querido, você é fantástico eu admiro você do fundo do meu coração. Você é a figura encarnada de nossos país. Obrigada. Somos quem somos graças a eles.

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