FÉRIAS EM BAURU

Vou reviver nesta data, momentos passados de minha feliz infância e adolescência numa cidade do interior de São Paulo que é nada mais que Bauru.

Esta agradável cidade está incrustada no centro do Estado, e tem como característica um clima agradável e seus habitantes muito hospitaleiros.

Meu mano Mário ao se formar em engenharia foi para este delicioso torrão trabalhar em sua área profissional. Lá chegando logo conheceu uma linda e elegante jovem de nome Lectícia, a qual em poucos meses tornou-se sua esposa.

Naquela época contava eu com meus sete ou oito anos, e ficava contentíssima toda vez que meus pais programavam uma ida até Baurú. Para mim tratava-se o máximo em sentido de viagem. Se deslocar naqueles dias até S. Paulo era demorado pois pouco se viajava por modalidade aérea ou rodoviária; e lá íamos nós pela famosa via férrea, levando quase dois dias até chegar à cidade de S. Paulo. Ressaltamos que os trens eram dotados de vagões dormitórios e restaurantes, muito espaçosos e confortáveis. Em S. Paulo ficávamos uns dias, para fazer compras e ao mesmo tempo tomar conhecimento dos avanços modernos que surgiam.

Lá conhecemos os primeiros televisores que estavam chegando ao País, além de deliciarmos as primeiras pizzas servidas até então naqueles dias. É de salientar que tudo que havia de novidade em qualquer campo, era S. Paulo que saía na frente. Não contávamos ainda com a globalização.

Após esta curta estadia, seguíamos de trem muito confortavelmente saindo da velha Estação da Luz, em direção à Baurú.

Mais tarde já adolescente e com a perda de meu querido pai, eu e minha genitora continuamos a fazer estas visitas aos familiares através de rodovia. Em Baurú me divertia muito tanto na cidade como na fazenda de familiares de Lectícia. Devo ressaltar que a senhora Maria, mãe de Lectícia me tratava muito bem e eu ficava em sua casa também. Me dava muito mimo e me tornei sua companheira em passeios e outros momentos alegres.

Já adulta, costumava todas as férias de julho, passar nesta cidade inesquecível, momentos alegres com amigos daqui que lá contavam com familiares, aproveitando, muito cinema, dança e passeios na fazenda! Lembro muito de meu querido sobrinho Frederico que acompanhava até a fazenda e chegou a me ensinar a dirigir até trator! Aprendi também a cavalgar. Fernando Luiz nasceu mais tarde e não participou destas aventuras!

Na foto ilustrativa vemos em primeiro plano Antônio Celso e eu. Mais ao fundo Mario Celso e Frederico.

Tudo passa nesta nossa vida, e resta somente as ótimas lembranças de momentos e pessoas que jamais voltarão.

RECORDAR É VIVER !

5 comentários

  1. Iara N. Alves
    Iara N. Alves Responder

    As pizzas de outrora, eram iguais as atuais na forma de apresentação. Agora o sabor era muitíssimo diferente ao que toca aos produtos empregados. Os queijos, matéria prima eram de qualidade elevada o que dava aquele toque de “quero mais”.

    Aqui em Curitiba as primeiras pizzas eram servidas na Berberi no entroncamento da XV com Travessa Oliveira Belo, por sinal muito boas. Aos domingos após a matinê era costume do pessoal ir saborear pizzas às fatias neste local acompanhadas com a tradicional Coca-Cola também novidade.

    Quanto aos sabores eram restritos sendo as de muzzarela as preferidas!!!

    Boas recordações da época.

  2. Albano
    Albano Responder

    Ah tia. Meu pai fazia pizza todos os domingos, mas a dele a massa era colocada no telhado pra crescer. Cobertura de rodelas de tomate e queijo. Não sei se a senhora chegou a provar.

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