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INESQUECÍVEL TRAJANO REIS

Partindo da linda Praça Garibaldi encrustada no alto do São Francisco, onde encontramos a sempre lembrada “Sociedade Garibaldi” marco histórico da chegada da etnia italiana, da qual fazemos parte, uma vez que somos netos de Francisco Leone ( Chico Leone na intimidade ) oriundo da Calábria e que aqui chegou para viver com sua família.

Voltando ao nosso passeio, desfrutamos deste logradouro contemplando seus dois Templos magníficos que são: “Igreja Presbiteriana” com sua torre suntuosa e ao seu lado, a velha lendária “Igreja do Rosário” com sua beleza típica do tempo do Império. ( reformada através dos tempos ) Ali também encontramos obras mais novas como o Relógio das Flores, o Cavalo Babão, de artistas curitibanos consagrados.

Ressaltamos também que aos domingos acontece a famosa ”Feira de Artesanatos” que há anos nos brinda com seus artigos variados e de bom gosto, principalmente aos turistas que muito apreciam nossos produtos nativos.

Seguindo pela Trajano Reis dois quarteirões abaixo, deparamos com outro símbolo cristão que é a altiva “Igreja Luterana” com seu ótimo estabelecimento de ensino nada mais que o “Colégio Martinus” há décadas formando jovens.

Em frente à Igreja, no passado existiu uma funerária da família Stephan, cuja filha foi minha colega de escola primária, e todos os dias íamos nesta loja para fazermos nossos deveres escolares. Até ai tudo bem, só com um agravante, sentávamos nos caixões funerários, bem à vontade sem temer a presença da morte, ignorada por nós crianças ainda. Éramos felizes e não sabíamos!

Atravessando a rua encontramos a famosa “Padaria América” ( no passado Padaria da D. Elza ) onde também passei bons momentos da infância junto a uma também colega, neta da família Engelhardt. Percorríamos toda a padaria comendo suas guloseimas infinitas, sendo o que mais apreciávamos eram os inesquecíveis sonhos recheados com marmelada. Esta padaria resistiu aos tempos e nos dias de hoje ainda esta de pé com várias filiais, nas mãos da mesma família. Deixemos de falar em coisas saborosas e prossigamos com nosso passeio.

Descendo mais um pouco, na esquina com Inácio Lustosa no passado ficava um armazém bem frequentado e muito sortido que se chamava “Armazém do Moro” Mais adiante no lado oposto havia um salão de beleza chamado de “Salão Mano” famoso por ser o primeiro a fazer a “permanente” uma moda na época muito procurada pelas divas curitibanas. Andando mais uns passos existia a famosa fábrica de camas dos “Irmãos Scheer”

Estamos agora chegando a “Praça Souto Maior” onde nos deparamos com o cemitério principal de Curitiba ou seja “Cemitério São Francisco de Paula”. Ainda menina lembro-me dos carros fúnebres que faziam o enterro, eram puxados à cavalos, enfeitados com capas pretas e prateadas, sendo seu condutor um cavalheiro de fraque e cartola. Lembramos também que quando o falecido era importante, havia uma banda de músicos, atrás do coche fúnebre. Ao lado está a famosa pracinha do skate com suas pistas, chamada na verdade de “Praça do Redentor” Lá no passado era encontrado o melhor sorvete de Curitiba, era a “Sorveteria do Gaúcho” onde de fato serviam os gelados mais deliciosos de frutas naturais!

Assim terminamos nosso passeio de hoje

VIVER É RECORDAR!

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7 comentário em “INESQUECÍVEL TRAJANO REIS

  1. Duas coisas.

    Nunca comi sonho recheado com marmelada, deu vontade.

    Tia Iara nos presenteando com suas memórias faz a gente esperar q chegue rápido os domingos.

  2. Ola

    Nos idos anos 70 , existiam as chamadas turmas, tinha a turma da Saldanha, turma do Batel , turma do Alto da XV Souza Naves e outras, eu pertencia a Turma mais temida da época a Turma do Cemitério nossas reuniões era em frente ao portão principal do cemitério.

    Eu e meu irmão dormimos muito nessas camas e os colchões dos Irmãos Scheer, eram feitos de crina “Capim”.

    1. Também dormi nestes colchões de crina ! Tinha umas listras verdes e uns pontos de barbante tipo capitoné !
      Neles enfrentei muitos invernos curitibanos !

  3. Achei importante compartilhar um comentário feito no facebook sobre o assunto em pauta.

    Daisy Faucz: O casarão da foto, esquina com a rua Paula Gomes, pertencia à nossa família, onde havia o açougue do meu avô Carlos Ziekur.

  4. Iara… memórias compartilhadas… também ia na funerária – lembra da linda escrivaninha com uma tampa de correr que abaixava? – com a Leonor. Também vivi esse espaço de boas lembranças, será q nos conhecemos?

    O sobrenome Schimmelpfeng lhe diz algo? Abraço

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