POLO INDUSTRIAL DE NOSSA TERRA NATAL

A memória de hoje nos transporta a tempos idos deste torrão amado que é Curitiba e arredores. Aqui conhecemos velhas e importantes indústrias que muito colaboraram para o engrandecimento e evolução, em todas as modalidades possíveis.

Portanto iniciemos, lembrando a era pós Império, quando os primeiros barões da “ERVA MATE” surgiram, destacando-se, “FONTANA” e “LEÃO” com suas indústrias de uma potência inigualável até nossos dias. A seguir destacamos a era do “CAFÉ” sendo seu primeiro percursor o grande cafeicultor, ”LUIZ GUIMARÃES” cônsul emérito da Holanda que em 1924 mandou construir o famoso Castelo do Batel, uma construção estilo eclético para sua residência, uma réplica exata existente na velha França. Em 1947 o mesmo foi vendido para o ex governador Moysés Lupion. Em 2003 foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná.

“MADEIREIRAS” dentre as antigas citamos “MORO”, “MYLLA” e “BETTEGA” esta última conhecida no bairro Portão. Na mesma direção, no setor moveleiro estão as grandes, “CIMO” e “GUELMANN” cujos móveis tanto ornamentaram os lares curitibanos e talvez outros tantos estrangeiros.

Não olvidemos da grande indústria que foi a imortal “ESSENFELDER” com seus pianos ainda existentes pelo mundo todo, levando seus sonoros e melodiosos acordes.

Na linha de alimentação lembramos a “TODESCHINI” com suas massas e derivados de alta qualidade. Citemos também a “LUCINDA” com suas bolachas saborosas, e a sempre lembrada “PADARIA AMÉRICA” ai presente nos nossos dias brindando-nos com suas iguarias. No mesmo setor ressaltamos a “KAMINSKI”, “CARON” e ”REX”.  No setor de carnes lembramos do antigo frigorífico “BOHN” que muita carne distribuiu nesta Curitiba.

Agora falemos de coisas doces como chocolates. Dentre as indústrias principais apontamos “BASGAL” e “ICAB”. Já no ramo de lacticínios estão a “BATAVO” e a “CLAC”.

Indústrias de bebidas importantes são lembradas através dos “VINHOS DURIGAN” (Foto), “DALARMI” e “MADALOSSO” não deixando de citar a nossa “OURO FINO” água mineral de primeira categoria. Para matar a sede a saborosa gasosa “CINI”.

Cito agora algo meio azedo porém muito útil que é o vinagre, cujas indústrias principais no passado foram “ZANIER” e “CASTELO”. Agora para disfarçar o sabor, vamos tomar um cafezinho mas que seja “ALVORADA”, “MARUMBY” ou “DAMASCO”. Que saudades que dá!

Falando ainda em bebidas recordamos das lindas porcelanas de Campo Largo “POLOVI” ai ainda resistentes ao tempo embora delicadas.

Quero agora ressaltar duas indústrias de grande relevância que foram, “REFRIGERAÇÃO PARANÁ” e a “ELETROFRIO” sendo a primeira responsável pela fabricação dos inesquecíveis refrigeradores “PROSDOCIMO” um dos primeiros nacionais lançados no mercado. 

Para finalizar falemos destas últimas indústrias: “FUNDIÇÃO MULLER”, “CORTUME PILATTI”, “CORTUME CURITIBA”,  “FÁBRICA DE VELAS ESTEATITA” , “CIMENTO VOTORANTIM”, “PEDREIRA GRECA”,  “CAL DE COLOMBO”, “INDUSTRIA DE FITAS  PROGRESSO”, “MOINHO CURITIBANO”, “MOINHO ANACONDA” e finalmente a indústria “MELYANE” com sua cera e sabão.

São essas que tenho por hora em memória, porém muitas outras tão mais importantes não me ocorrem no momento. Todas foram e algumas mesmo desativadas continuam em nossa lembrança a brilhar no campo industrial de nossa Terra amada, que é CURITIBA.

RECORDAR É VIVER!

4 Comentários

  1. Beatriz

    Parabens pelas doces lembranças que nos remetem à infância e aos bons momentos vividos em família.

    1. Albano

      Realmente é isso mesmo Beatriz. Uma verdadeira viagem ao túnel do tempo.

  2. Albano

    Importante dizer q numa escala menor a Nhá Laura tinha, digamos uma panificadora da época.

    Segue abaixo os detalhes:

    Passagens curiosas marcam o capítulo que trata da Panificação no Paraná. Na segunda metade do século XIX, em Curitiba, multiplicaram-se as padarias em consequência de um novo hábito, o de comprar pão nas padarias. O pão começa a ser visto como um alimento indispensável a todas as classes.

    Anúncios do Jornal Dezenove de Dezembro, de 28-04-1858, sobre a produção de pães de Nhá Laura, que vendia pães nas proximidades do Passeio Público na casa de D. Laura Maria do Nascimento Borges continua-se a venda de pães de farinha de trigo superior, e dá-se um de 40 réis a quem comprar 240 réis, e assim em proporções.

    Fonte: Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná

    1. Albano

      Eis o anúncio do jornal citado acima!!!

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