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TERRA DE BABITONGA E SUA PARTICIPAÇÃO NA COLONIZAÇÃO

Familia Metternich. Por Octávio da Silveira.

Carlos Otto Meternich com sua esposa Amália Carlota Henriqueta e mais os filhos Amalia, Ernesto e Luisa aqui chegaram da Alemanha, no ano de 1852, tendo embarcado no porto livre de Hamburgo, quando do ciclo da colonização alemã no sul do Brasil .

No dia 5 de Dezembro daquele distante ano, desembarcou ele na então cidade de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco do Sul, do brigue de nacionalidade alemã “Andromache” fazendo parte de uma leva de 54 emigrados, dos quais 12 eram de procedência Suíça, após penosa viagem de mais de dois meses.

Seus passaportes e demais documentos estavam visados pelo burgomestre da aldeia de Biesenthal, na Prússia, distante cerca de 30km da aristocrática Berlin, no tempo capital do então poderoso império.

Constava da lista de passageiros do referido veleiro, na citada viagem, o seguinte:
– Metternich, Carl Otto – idade 31 anos procedência Biesenthal (Prússia) profissão economista. Amália, sua mulher, nascida Steindel, idade 31 anos. Amália Klara, sua filha com 11 anos de idade. Ernest, seu filho com 09 anos de idade. Luísa, sua filha com 05 anos de idade. 

Destinavam-se estes recém chegados, como os anteriormente vindos, para povoar a incipiente Colônia Dona Francisca, situada em terras no norte da então Província de Santa Catarina e contratados pela Sociedade Colonizadora de Hamburgo.

Uma vez na colônia, pouco se demorou , pois meses depois, em dezembro de 1853 ele e sua família retornaram ao porto do desembarque, ou seja, à pequena e pitoresca cidade às margens da Babitonga, onde adquiriu terras ao longo da estrada que vai para o Porto do Rei, na altura do Rocio Grande, poucos quilômetros distante da cidade.

Perto do riacho, depois chamado do Curtume, edificou casa de moradia e logo em seguida, engenho para beneficiar os produtos provenientes do cultivo da terra. Em nossos dias, ainda subsistem no meio do mato, alicerces que relembram antigas construções.

Na sua nova terra adotiva, chegou a exercer cargos da administração, entre eles o de sub delegado de polícia. Em 1874 seu nome figura entre os examinadores da escola pública municipal da localidade.

Jazem seus restos mortais, no antigo cemitério desta cidade, na parte destinada aos protestantes, cujo campo santo, um prefeito qualquer, há anos passados, houve por bem mandar demolir.

Em 1871 a filha Luísa desposou a Saturnino Rodrigues da Cunha Bompeixe, de tradicional família local, nascendo dessa união os seguintes filhos:

Carlos, Ida, Atalia e Maria Adelaide. Logo depois, a filha mais velha Amália Klara também se uniu pelo matrimônio a Valentim Antônio de Souza natural desta cidade e que na época exercia as funções de promotor público da comarca. Não deixou descendência.

Quanto ao filho varão, Ernesto, tendo se desavindo com seu pai, pessoa austera e de princípios, adolescente ainda, abandonou o colar paterno e viajando pelo litoral, atingiu a vizinha cidade de Antonina, onde radicou-se no comércio.

Logo depois, desposou a Ana Alves, de tradicional família local e desse casamento nasceram os seguintes filhos:

Maria, Luísa, Amélia, Carlos, Otília, Belizia. Em Curitiba, no ano de 1964 faleceu Carlos Metternich, o último portador do nome modest, mas digno daquela família de emigrantes alemães, que no longínquo ano de 1852 aqui chegou e tendo eleito nossa terra, como sua segunda pátria, dignificou-a pelo seu correto proceder e perseverante trabalho.

Texto de Octavio da Silveira, em abril de 1966

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