VELHO TRANSPORTE COLETIVO DE CURITIBA

De vez em quando, recordo do antigo meio de transporte coletivo de minha querida Curitiba. Quão diferente era dos dias atuais. Esse relato aconteceu lá pela década dos anos 40.

Pois bem, lembro bem dos famosos bondes elétricos percorrendo as principais ruas Curitibanas e se dirigindo a diversos bairros. Uma das mais importantes linhas existentes era a que se dirigia ao elegante bairro Batel.

Quantas vezes usei esta linha que tinha ponto de embarque na Praça Zacarias e finalizando no Seminário. Outra linha de destaque da época era a percorrida do Pilarzinho, passando pelo Cemitério Municipal (foto), se dirigindo através da Mal. Floriano Peixoto com seu ponto final no entroncamento com a Kennedy. Porém outra se estendia até o bairro do Portão, não lembrando agora de momento o percurso.

Lembremos também a linha que passava na Praça Tiradentes e percorria a Avenida Munhoz da Rocha, passando pelo Juvevê e terminando no Bacacheri na altura da linha férrea.

Os ditos bondes eram amarelos, com uma forte estrutura metálica, porém com um detalhe muito interessante; eram dotados de duas frentes iguais, isto funcionava da seguinte maneira: o bonde ao chegar no ponto final, voltava pelos mesmos trilhos de ida. Somente o motorneiro é que se deslocava para o comando inverso. Muitíssimo interessante esta engenhoca !

A cobrança das passagens se dava dentro do referido, executado por cobrador que passava entre os bancos, tilintando as moedas na mão. No interior dos carros havia muitos anúncios comerciais, os quais nós crianças ficávamos atentos, procurando ler os mesmos, muito bem ilustrados em cores e estampas.

Minha saudosa mãe contava que anos anteriores estes bondes não eram movidos a eletricidade e sim puxados a cavalos. Também contou que nosso avô Álvaro José, quando ainda jovem, foi condutor da linha Batel, e sendo ele muito bonitão, as moças da época só queriam embarcar no bonde dirigido por ele.

Quanto aos ônibus movidos à gasolina apareceram na década de 50. Eram carros de pequeno porte talvez para transportar de vinte a trinta passageiros no máximo. Eram dotados de canos de escape na parte traseira superior, lançando sua combustão bem para o alto. Bem pensado, pois evitava a poluição na parte inferior, na rua.

Nos meus dez anos, utiliza bastante uma linha que percorria a longa Avenida 7 de Setembro, onde ia até a Praça do Japão em casa de meus tios, Luiz e Yolanda. Outro bom passeio que fazia quase todos os domingos era ir até o Cabral em casa de amigos da família os quais muito me mimavam (ao lado do Hospital São Lucas).

Finalmente na década de setenta já casada e morando na Av. Paraná, foi inaugurada a famosa linha dos biarticulados que foi e tem sido um sucesso aqui e até no exterior. De fato foi um avanço no sentido do transporte coletivo de nossa Curitiba. Lembremos agora do excelente Prefeito Jayme Lerner que foi o percursor desta mobilidade! Um voto de agradecimento a ele!

Eis ai em poucas palavras algumas boas recordações vividas por mim e outros conterrâneos.

RECORDAR É VIVER !!!

 

2 comentários

  1. Albano
    Albano Responder

    Bom dia!! Jamais imaginaria que bonde tinha duas frentes iguais.

    Meu irmão deve recordar de um vizinho nosso no Pilarzinho que era motorneiro, seu Urbano.

  2. Edna
    Edna Responder

    Como lembro dessa época, passeie muito com a minha amiga Iara nesses bondes, principalmente na linha do Batel: quando iria imaginar q minha filha iria morar nesse lindo bairro agora com altos prédios. Destacava o imponente prédio do Museu Paranaense

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